Leitura de Fevereiro: Modativismo

A leitura escolhida para fevereiro foi Modativismo – Quando a Moda Encontra a Luta, de Carol Barreto. Descobri esse livro em uma das minhas idas à Festa do Livro da USP e fiquei curiosa para entender como a moda seria abordada. Afinal, o tema é geralmente tratado a partir de uma perspectiva eurocêntrica, enquanto essa obra propõe uma visão diferente — algo que faz total sentido para a minha linha de raciocínio e de trabalho.

Ao longo da leitura, encontrei um manifesto sobre a moda afro-brasileira, a trajetória da autora e o desenvolvimento do conceito que dá nome ao livro.

Comecei a leitura sem conhecer muito bem Carol Barreto. Mas, ao longo do processo, fiquei encantada. A forma como ela defende a moda como um espaço de autoconhecimento e empoderamento para mulheres negras, historicamente excluídas e subalternizadas, é inspiradora. O livro ainda vai além: a autora apresenta a moda como ferramenta de luta e posicionamento político para grupos marginalizados. Outro ponto importante é a proposta de como a moda pode ser desenvolvida, ou seja, como um meio de descolonização  – o que significa tirar o foco eurocêntrico das criações e buscar referências em identidades indígenas, afrodescendentes e periféricas. 

Ademais, o livro traz relatos sobre os projetos dos quais Carol Barreto participou, como a Black Fashion Week, e como essas experiências enriqueceram seu repertório, expandindo sua visão para além dos padrões europeus ensinados nos cursos de moda.

Em resumo, Modativismo defende a moda como expressão cultural, de identidade e resistência. Sem dar mais spoilers, convido todos a lerem! 

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